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Sendo terapeuta de Medicina Tradicional Japonesa, evito ao máximo o uso do gelo, privilegiando a utilização do calor (moxabustão ou agulha com moxa) desde que contraiu a lesão e/ou durante a lesão, com óptimos resultados.

Como os dados existentes continuam a fluir na direção, a meu ver e de outros menos correcta, da evidência para o uso de gelo tratar as lesões musculoesquelética ainda persiste, e por esse motivo trago-lhe 10 razões pelas quais não devemos usar gelo nas lesões.noIceFoot

1. A inflamação é o primeiro processo fisiológico para a reparação e remodelação do tecido. O nosso corpo não poderá efectuar a reparação tecidual ou remodelação sem inflamação. O gelo restringe o fluxo de sangue e impede as células inflamatórias chegarem ao tecido lesionado. Os vasos sanguíneos não abrem novamente durante algumas horas após gelo ser aplicado.

2. As células inflamatórias estão concebidas para libertar a hormona conhecida como Insulin-like Growth Factor “Factor de crescimento semelhante à insulina de tipo 1″(IGF-1).IGF-1 é um mediador primário dos efeitos da hormona de crescimento e um estimulador do crescimento e proliferação celular, e um potente inibidor da morte celular programada.  O IGF-1 contribui para o desenvolvimento do cérebro, do crescimento de músculos e ossos e para a maturação sexual. Os níveis mais altos de IGF-1 ocorrem durante a infância e a puberdade. A aplicação de gelo inibe a libertação de IGF-1.

3. Estamos a ser contraditórios. Adoptamos muitas terapias vindas da Europa e da Medicina Tradicional Japonesa como a proloterapia, acupuntura e injeções de PRP. Todos estes tratamentos são todos os pós-inflamatória, o que significa que iremos estimular ou aumentar a resposta do nosso corpo em relação à inflamação. Estudos descobriram que estas terapias são muito benéficas. A aplicação do gelo faz o contrário destas formas de tratamento.

Proloterapia

é o método de fortalecer o enfraquecimento ou o estiramento dos ligamentos e tendões parcialmente rasgados, melhorando o suporte do sistema musculoesquelético. 

Injeções intra-articulares de PRP (Plasma Rico em Plaquetas) 

constituem um tratamento intervencionista eficaz e de poucas complicações sendo uma alternativa ao tratamento cirúrgico. É seguro e sem risco de rejeição pois o material utilizado é biológico proveniente do sangue da própria pessoa.

4. Inchaço ou Edema, um sub-produto do processo inflamatório, deve ser removido da área lesionada. O edema não se acumula na parte lesada porque existe em excesso, mas sim por ser originado pela lenta drenagem linfática. O sistema linfático faz isso através da compressão e contração muscular. Já foi provado que o gelo inverte o fluxo linfático.

5. Gabe Mirkin, MD, o médico que cunhou o termo RICE (Rest, Ice, Compression, Elevation) – uma vez disse que estava errado. “Os treinadores têm usado o meu guia “RICE” por décadas, mas agora parece que, tanto gelo e repouso completo, podem atrasar a cura, em vez de ajudar.” – Gabe Mirkin, MD, março 2014.

6. Numa declaração de posição (a revisão de muitos artigos científicos) feita pela Associação Nacional de Treinadores de Atletismo dos Estados Unidos sobre a gestão de entorses no tornozelo (2013) constatou que as terapias com gelo tinham um impacto negativo, na recuperação do atleta. Em uma entrevista, o autor desse artigo dizia: “Eu gostaria de poder dizer que o que encontramos é o que realmente está a ser efectuado como definição clínica… Talvez os nossos colegas europeus sabem algo que nós não…o recurso ao gelo é muito pouco ali.”.

7. O gelo não facilita o adequado condicionamento do colagénio. O diagnóstico por imagem de lesões crónicas do tendão como a tendinopatia de Aquiles, joelho de atleta de saltos, joelho de atleta de corrida, e fascite plantar mostra uma combinação pobre de colagénio do tecido conjuntivo. Estudo após estudo mostra que o exercício (especialmente o movimento excêntrico, descontração do músculo) ajuda na disposição do colagénio.

8. O gelo impede a sinalização celular e inibe o bom desenvolvimento de novas células. Os processos mecanobiológicos e sinalização celular originam células progenitoras – células infantis que não sabem no que vão originar – fazendo delas em células reconstruídas como miócitos, osteócitos, tenócitos, condrócitos, etc.

9. O gelo retarda os impulsos nervosos e interfere com a força, velocidade e coordenação dos músculos. Uma pesquisa da literatura médica encontrou 35 estudos sobre os efeitos do arrefecimento e maior parte deles relataram que logo após o resfriamento, houve uma diminuição na força, velocidade, potência e funcionamento da agilidade.

10. O gelo consegue controlar a dor, mas o alívio da dor dura apenas 20-30 minutos e, como acima demonstrado, tem efeitos colaterais prejudiciais para a cura. Há muitas outras coisas que podemos fazer para controlar a dor que não impedem a cura.

Durante uma conversa com um médico a respeito de gelo e sobre o qual disse algo que prezo,

“Existe claramente uma polarização dogmática sobre o uso de gelo nas nossas comunidades médicas! Velhos hábitos custam a morrer. Muitos colegas ainda insistem em usar gelo … apesar das evidências científicas atuais disponíveis, que mostra que o gelo não funciona. Os profissionais de saúde deveriam se basear nas evidências. A evidência é clara que o gelo não é o melhor método de tratamento para ferimentos. Sigam as evidências”

ATENÇÃO

Estas indicações são para situações gerais e preventivas, pelo que se os sintomas persistirem deverá procurar ajuda de um profissional.

Só tome medicamentos com orientação médica. As receitas caseiras devem ser um complemento ao tratamento indicado pelo médico, não devem substitui-lo.

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